Com fim da rodoviária, hotéis viraram mercado paralelo ao tráfico, diz PM

Produtos furtados e roubados por usuários de drogas serviam de pagamento para hospedagem

Hotéis alvos da Operação Coirmãs na manhã desta quarta-feira (19) perderam a finalidade com o fechamento da rodoviária, no Bairro Amambaí – região central de Campo Grande –, e se tornaram um mercado paralelo ao tráfico de drogas. A explicação é do coronel Claudemir de Melo Domingos Braz, comandante do 1º Batalhão da PM (Polícia Militar), responsável pelo policiamento da área.

Segundo o coronel, o monitoramento das atividades ilegais nos estabelecimentos localizados na região da antiga rodoviária começou há cerca de um ano. “Percebemos que estes estabelecimentos davam guarida aos usuários, passaram a hospedá-los para que os mesmos pudessem consumir drogas tranquilamente”.

Como pagamento, conforme o PM, os hotéis recebiam produtos furtados ou roubados pelos dependentes químicos, que depois eram revendidos. “Tanto é que encontramos ao lado de um destes estabelecimentos um galpão com enorme quantidade de mercadoria, possivelmente produto de furto ou roubo”.

De acordo com o coronel, a decadência dos estabelecimentos é tanta, que muitos deles oferecem condições completamente insalubres. Um hotel foi interditado pelo Corpo de Bombeiros nesta quarta-feira.

Os dados de boletins de ocorrência de furtos e roubos serão cruzados com a mercadoria apreendida hoje na tentativa de localizar os donos.

A polícia estima que tenham sido apreendidos cerca de R$ 500 mil em produtos roubados. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro hotéis e cinco residências.

Os objetos sem nota fiscal que foram apreendidos são: utensílios, botijões de gás, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e ferramentas. São materiais que podem ter sido utilizados como moeda de troca por hospedagem ou droga.

Para o coronel, a solução para o problema está na revitalização da região. “Ou interdita tudo ou dá uma vida nova para esta antiga rodoviária, algo com a finalidade turística”, completou.

Prisão – Tiago Vieira Evangelista, conhecido como Tiago Loucão, foi preso durante o cumprimento dos mandados de busca. Ele tinha contra si mandado de prisão em aberto e é acusado de matar e decapitar Geneir José da Silva, em agosto do ano passado, em Uruana, interior de Goiás. O corpo da vítima também foi encontrado parcialmente queimado.

A operação foi batizada de Coirmãs por ter sido deflagrada pelas polícias Civil, sob a coordenação da 1ª DP (Delegacia de Polícia), e Militar, com a participação da equipe do 1º BPM, do Choque e outras unidades.

Fonte: Campo Grande News

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